Liliana, Suzana e Ana – avó, mãe e filha – formam o grupo produtivo Pipa Carioca. A história começa com Liliana Gilberta Arraias Lourenço Ventura Rodrigues, Dona Lili para os amigos: nascida no Marrocos, viveu em Angola, foi para a África do Sul, Portugal e desembarcou no Brasil em 2004 para pegar sua primeira neta, Ana, no colo. Hoje Ana divide com a avó as linhas e agulhas.

Mãe de três filhos, dois homens e uma mulher, e avó de quatro netos, Dona Lili conta que começou a costurar quando nasceram as crianças porque precisava fazer o enxoval. Aprendeu sozinha e usando revistas com passo a passo. A noite, depois do trabalho como bancária, fazia lençois, toalhas de mesa e até bonecos.

Aos 60 anos, depois de se aposentar, decidiu morar no Brasil e a paixão pela costura se tornouo ofício da família toda. Em 2013 Dona Lili liderou a formação do grupo Pipa Carioca e entrou para a Rede Asta. No ateliê de 20 metros quadrados na comunidade do Terreirão do Recreio, no Rio de Janeiro, elas transformam tecidos doados em produtos infantis, jogos americanos e nécessaires com a costura delicada que é a marca registrada da Pipa Carioca.

“A costura é meu ganha-pão porque a aposentadoria não é o suficiente para manter a casa toda”, explica a artesã. 

Elas recebem encomendas de até 100 peças e são conhecidas pela entrega impecável. 

“Tirando um pedido maior, faço tudo com os pés nas costas”, orgulha-se Dona Lili.