Projeto acompanhou 360 mulheres de 10 estados e fortaleceu pequenos negócios por meio de design, gestão e apoio financeiro
A Escola de Design, iniciativa da Rede Asta realizada com patrocínio da Transpetro por meio da Lei de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, formou 359 mulheres empreendedoras do setor artesanal e registrou um crescimento médio de 72% no faturamento dos pequenos negócios participantes. Mais do que um resultado financeiro, a formação revelou transformações profundas na forma como essas mulheres se veem, se posicionam e projetam o futuro de seus empreendimentos
O Brasil tem hoje cerca de 24,2 milhões de empresas ativas, sendo 93,8% micro e pequenas empresas, com destaque para os Microempreendedores Individuais (MEIs), que somam 12,6 milhões de registros, segundo dados do Mapa de Empresas, do Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte
Nesse cenário, iniciativas de formação voltadas à sustentabilidade dos pequenos negócios não são apenas desejáveis, são estratégicas. Especialmente quando falamos do setor artesanal, onde grande parte das empreendedoras atua de forma autônoma, muitas vezes conciliando produção, vendas e gestão sem apoio técnico estruturado.
Foi a partir dessa leitura que a Escola de Design se propôs a atuar: oferecendo uma formação gratuita, aplicada e conectada à realidade de quem empreende no feito à mão.

Ao longo da formação, as participantes desenvolveram competências que atravessam toda a cadeia do negócio artesanal. O curso abordou desde a construção da identidade visual e o entendimento do público até a leitura de tendências, o planejamento de coleções e o fortalecimento da marca.
Temas como comunicação, vendas e relacionamento com clientes foram trabalhados de forma prática, culminando em conteúdos voltados à precificação, ao planejamento comercial e à gestão financeira. A jornada foi complementada por cinco lives temáticas que aprofundaram discussões sobre empreendedorismo e o universo do feito à mão
Mais do que transmitir conteúdos, a Escola de Design construiu um percurso formativo que conecta criação, mercado e organização: três dimensões essenciais para a sustentabilidade de pequenos negócios artesanais.
Um dos diferenciais do projeto foi reconhecer que aprender também exige condições materiais. Para garantir a permanência das participantes ao longo da jornada, foram destinados R$ 178.900 em bolsas incentivo, pagas diretamente às alunas.
Além disso, 36 mulheres receberam capital semente, totalizando R$ 36.000, como apoio direto ao fortalecimento de seus negócios. O projeto também gerou um Catálogo de Artesãs, criado para ampliar a visibilidade das participantes e abrir novas oportunidades de mercado
Essa combinação entre formação e apoio financeiro mostrou-se decisiva para que as participantes pudessem aplicar os aprendizados de forma concreta em seus empreendimentos.

Embora o aumento médio de 72% no faturamento seja um dado expressivo, os efeitos da formação se revelam ainda mais potentes quando observamos os indicadores de conhecimento e autonomia empreendedora.
Ao final do curso, houve:
Esses números ajudam a traduzir algo que aparece com frequência nos relatos das participantes: quando o conhecimento se organiza, a confiança acompanha.
“Ao longo do projeto, vimos mulheres ganharem mais clareza sobre seus negócios, mais segurança para se posicionar no mercado e mais reconhecimento dentro de suas próprias redes. Esses resultados confirmam a importância de investir em formações que dialogam com a realidade de quem empreende no feito à mão”, afirma Alice Freitas, co-diretora da Rede Asta
Com atuação em 16 cidades, a iniciativa também alcançou 1.226 pessoas de forma indireta, ampliando seus efeitos para famílias e comunidades onde essas mulheres vivem e produzem. Isso reforça um aspecto central do empreendedorismo artesanal: seus impactos não se limitam ao negócio, mas atravessam territórios, vínculos e redes locais.
A experiência da Escola de Design evidencia que investir em qualificação aplicada, alinhada à realidade do feito à mão, gera resultados concretos e duradouros. Ao articular conhecimento, prática e apoio financeiro, o projeto mostrou que é possível fortalecer trajetórias empreendedoras e ampliar a sustentabilidade econômica de pequenos negócios liderados por mulheres.
Em um país onde a maior parte das empresas é formada por micro e pequenos empreendimentos, iniciativas como essa ajudam a construir caminhos mais sólidos para quem empreende transformando saberes, fortalecendo redes e criando condições reais para que o feito à mão siga sendo fonte de renda, autonomia e futuro.
Operando 48 terminais (27 aquaviários e 21 terrestres), cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e 33 navios, a Transpetro é a maior subsidiária da Petrobras. A empresa é a maior companhia de logística multimodal de petróleo, derivados e biocombustíveis da América Latina. A Transpetro presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A carteira da subsidiária da Petrobras conta com mais de 160 clientes.
Fundada em 2005, a Rede Asta é uma organização de impacto social que transforma a realidade de nano empreendedores e seus produtos artesanais através de educação, produtos de impacto e iniciativas locais. Nos 20 anos de atuação, gerou mais de R$20 milhões em renda para 30 mil pessoas em 369 cidades brasileiras, tornando-se referência como uma organização potencializadora da economia artesanal. A Rede Asta acredita que as produções artesanais são catalisadoras de uma economia local mais sustentável, resiliente e diversa com poder de criar um impacto sistêmico e apoiar a redução da desigualdade social. Para mais informações, acesse www.redeasta.com.br ou envie um e-mail para contato@redeasta.com.br