Efeito Asta: conhecimento e oportunidade para pessoas na linha da pobreza

May 24, 2023

Durante o período pandêmico, entre 2020 e 2021, 11,7 milhões de brasileiros entraram em situação de pobreza social, elevando a 30,4% o percentual de pessoas nessa condição – a maior taxa da série histórica, iniciada em 2012.

Dados do IBGE  indicam que 12,47 milhões de brasileiros estavam em situação de pobreza extrema no 3º trimestre de 2022.‍

E esse claramente é um cenário que precisa de mudanças! 

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Pobreza extrema

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Pelos critérios do Banco Mundial, é considerado extremamente pobre quem tem menos de US$2,15 por dia para viver.

De maneira ampla, podemos dizer que pobreza é o estado em que um indivíduo não consegue obter o acesso aos meios necessários para sua manutenção. A situação de privação que atinge numerosas pessoas no mundo pode ser percebida de forma contundente em diferentes contextos. No entanto, o estabelecimento de formas confiáveis de medição da pobreza é um empreendimento que desafia os pesquisadores. 

Refletir sobre a pobreza e sua erradicação é algo primordial para a formação de uma sociedade justa e igualitária. Por mais desafiador que o objetivo de superar a pobreza possa parecer, este tema não pode ser esquecido ou negligenciado. 

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Marcas da desigualdade

Mulher em situação de vulnerabilidade se ollha no espelho na avenida Radial Oeste, no entorno do Maracanã, Zona Norte do RJ — Foto: Marcos Serra Lima/g1

Conforme uma pesquisa da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), os negros e moradores das regiões Norte e Nordeste foram os grupos mais atingidos pelo aumento da pobreza social.

Entre os brancos, a taxa de pobreza social era de 19,4% em 2021, enquanto o percentual entre os pretos, pardos e indígenas chegou a 38,9%.

No Nordeste do país, a taxa de pessoas abaixo da linha da pobreza era de 36,4%. O Norte era a segunda região com maior concentração de pessoas nessa situação, com 33,9% da população. Em seguida, estavam Sudeste (29%), Centro-Oeste (28,4%) e a região Sul (24%).

“O Brasil é um país em que as desigualdades são marcadas por disparidades não apenas funcionais ou educacionais, mas também regionais e de raça, o que torna o fenômeno ainda mais complexo para ser enfrentado”, afirma Ely Mattos, coordenador do PUCRS Data Social, para o jornalista André Catto, em entrevista para o G1.

O estudo também mostrou que o percentual de mulheres em situação de pobreza social foi superior ao de homens entre 2012 e 2021, com exceção de 2018, quando ficou 0,07 pontos percentuais abaixo. Em geral, no entanto, a diferença é relativamente pequena.

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"Isso acontece porque o cálculo das taxas de pobreza é feito com base na renda da família onde os indivíduos estão inseridos. Dessa forma, se a família é considerada pobre de acordo com determinado critério, todos os seus membros serão assim classificados, independentemente de seu sexo", diz o estudo.

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Enfrentando a pobreza 

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Os Projetos de Enfrentamento à Pobreza visam diminuir as desigualdades socio territoriais, tanto para prover condições que atendam fatores imprevisíveis, quanto para promover a universalização dos direitos sociais. Por meio destes projetos, busca-se a superação da pobreza com o propósito de proporcionar capacitação ao grupo trabalhado para conquistarem o acesso às necessidades básicas.

Para enfrentar a pobreza é preciso compreender as suas causas, sua dimensão e buscar por soluções diferenciadas, potencializando novas atitudes. É preciso o entendimento de que o enfrentamento da pobreza passa pela construção de novas práticas que considerem as múltiplas manifestações da pobreza e que assegurem à população o acesso aos direitos socioassistenciais e a articulação da assistência social e demais políticas públicas.

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EFEITO ASTA

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Todos os projetos desenvolvidos pela Rede Asta visam promover conhecimento e acessibilidade ao mercado, contribuindo para a erradicação da desigualdade por meio da aprendizagem sócio educativa e empreendedora com foco na evolução e capacitação para o mercado de trabalho, buscando fortalecer a capacidade produtiva e de gestão das pessoas através do nano empreendedorismo, buscando fornecer conhecimento e competência para que as pessoas nano empreendedoras consigam melhores condições gerais de subsistência.

Os projetos focam, principalmente, no que tange a superação da trajetória de exclusão, oferecendo alternativas de desenvolvimento social e profissional, que viabilizem o acesso a ferramentas de trabalho condizentes com a atual exigência do mercado e o melhor exercício de sua cidadania, provendo o resgate da dignidade da pessoa humana, por meio de um espaço de aprendizagem, convivência e fortalecimento de vínculos.
As ações desenvolvidas pelas atividades propostas pela Rede Asta proporcionam o avanço nas dimensões sociais, emocionais e de trabalho.

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Escola de Negócios

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Este programa de aceleração para mulheres artesãs tem como objetivo transformar a atividade do feito à mão em um negócio viável e sustentável. As empresas parceiras investem na formação de turmas de artesãs em determinados territórios.

Mais de 2 mil mulheres frequentaram nossa Escola, obtendo 40% de aumento em renda. Dentre elas, 90% afirmaram que, com as atividades realizadas na Escola, passaram a ter mais visão de futuro e segurança sobre o que precisam fazer para viver da sua arte.

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Dentre os temas que elas se aprofundam nos cursos, círculos, lives, mentorias e atividades na plataforma Asta estão design de produtos, uso otimizado de ferramentas digitais, marketing, precificação, plano de negócio, dentre outros.

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Mulheres + Renda

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O programa gera renda para costureiras de todo o Brasil, que produzem absorventes de tecido; enfrenta a pobreza menstrual, porque distribui gratuitamente os absorventes a pessoas que menstruam, em situação de vulnerabilidade social; e respeita o meio ambiente, evitando o acúmulo de mais lixo nos aterros sanitários.

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Na primeira etapa da implementação, em 2022, em parceria com a BRK, empresa de saneamento, o Mulheres+Renda chegou às cidades Paço Lumiar e São José de Ribamar, no Maranhão, com o apoio das prefeituras. Foram selecionadas 60 costureiras, gerando R$ 1.960,00 a cada uma, e a produção de 33,6 mil absorventes, que serão distribuídos a 8.400 estudantes das escolas públicas, em kits contendo quatro absorventes e um guia sobre como lavá-los para que sejam reutilizados por até 3 anos.

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Máscara+Renda

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Com a chegada da pandemia da Covid-19 no Brasil, em 2020, utilizamos a nossa capacidade de articulação, nosso conhecimento e nossa rede para centralizar as produções e lançar o programa Máscara+Renda, tendo a Fundação Vale como principal parceira, junto a outras 23 empresas.

Produzimos mais de 8 milhões de máscaras com 3 mil costureiras de todo Brasil, que receberam mais de R$ 11 milhões em renda e doaram suas produções para 800 ONGS mapeadas, nos seus territórios.

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Como Você Pode Ajudar

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Trabalhamos em parceria com instituições governamentais e deiniciativa privada para transformar de maneira sustentável a realidade de brasileiros e brasileiras submetidos a privações e em estado de vulnerabilidade financeira e social. Atuamos no sentido de proporcionar o desenvolvimento de comunidades, contribuindo para formar cidadãos capazes e independentes, fortalecendo os seus laços sociais e proporcionando condições para adentrar o mercado.


Você pode nos ajudar se tornando um parceiro ou financiador de projetos digitais ou territoriais (presenciais), proporcionando a ampliação de dezenas de projetos como estes apresentados. Para saber mais sobre parcerias, entre com contato pelo e-mail contato@redeasta.com.br .

E caso você queira nos ajudar sem custos, basta seguir nossas redes sociais, compartilhar nossos conteúdos e ajudar o nosso movimento a ir mais longe! 

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Conheça os dados do impacto real destes projetos acessando:
https://www.redeasta.com.br/o-que-fazemos/?utm_source=organic&utm_medium=blogasta&utm_campaign=erradicacaodapobreza

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